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Reclamação – Experiência abusiva e aviso sério a todos os clientes

  • January 16, 2026
  • 4 respostas
  • 9 visualizações

Escrevo este post como aviso público, porque o que vivi com a MOCHE/MEO ultrapassa largamente um simples erro de faturação. Foi má gestão, desinformação e total desrespeito pelo cliente.

Durante meses fui cobrado por valores elevados de dados móveis que não utilizei. Resido em Espanha e uso dados exclusivamente num número espanhol, informação que repeti dezenas de vezes ao apoio ao cliente. Apesar disso, as cobranças continuaram como se nada tivesse sido dito.

Ao longo deste processo:

  • Fiz inúmeros contactos com o apoio ao cliente

  • Fui mal tratado e despachado em várias chamadas

  • Recebi respostas contraditórias de diferentes operadores

  • Nunca houve uma solução real, apenas tentativas de me calar temporariamente

Aceitei mudar de tarifário três vezes, não por vontade própria, mas porque me foi repetidamente garantido que essa seria a “solução”. Não resolveu absolutamente nada. Serviu apenas para continuar a pagar mais.

O mais grave de tudo:
Depois de meses de insistência, a MEO decidiu devolver-me cerca de 40€, sem nunca explicar claramente o critério, apenas para, mais tarde, vir com uma nova versão da história. Foi-me então dito que, por permanecer mais tempo em Espanha, “por lei” iria sempre começar a pagar roaming — algo que eu tinha explicado desde o primeiro contacto. A “solução” apresentada foi simplesmente absurda: ir a Portugal usar dados móveis para “contrabalançar” o consumo. Isto não é uma solução, é gozar com o cliente.

Cansado da incompetência e do desgaste constante, pedi portabilidade do número em 30/12/2025, encerrando qualquer relação com a operadora. Ainda assim, continuo a receber cartas de cobrança, incluindo ameaças de ação judicial, por valores que existem apenas devido à incapacidade da MEO em gerir corretamente a situação.

Neste momento, a posição da empresa resume-se a: “tem de pagar”. Ignoram todo o histórico, as reclamações, as mudanças de tarifário impostas e o próprio valor que me foi devolvido anteriormente.

Isto não foi um erro isolado.
Foi um processo prolongado de desgaste, onde o cliente é empurrado até desistir e pagar.

Fica o alerta claro:
Não confiem em “soluções” dadas por telefone, guardem tudo por escrito e pensem duas vezes antes de aceitar mudanças de tarifário como resposta a problemas que a própria operadora criou.

Se este aviso evitar que alguém passe pelo mesmo, já cumpriu o seu propósito.

4 respostas

ana_Paula
  • Master
  • January 16, 2026

Olá ​@diogoduarte 

A informação sobre permanecer mais tempo em Espanha está correta, a isso chama-se Prevalência de Roaming:

 

"O MEO pode monitorizar os consumos em roaming durante, no mínimo, 4 meses para verificar se, o tráfego em roaming e a presença no EEE e Reino Unido prevalece, ou seja, são superiores ao tráfego e presença em Portugal e noutros países fora da EEE e Reino Unido (>50%).

 

Se este padrão se mantiver, após 2 semanas, o MEO tem direito de cobrar uma sobretarifa pelo tráfego efetuado em roaming na UE, Noruega, Liechtenstein, Islândia e Reino Unido, conforme a Política de Utilização Responsável (PUR)."


  • Autor
  • Rookie
  • January 20, 2026

Agradeço a resposta, mas ela confirma exatamente o problema: não é falta de conhecimento da PUR, é má gestão do cliente desde o primeiro contacto.

Eu informei desde o início, de forma clara e repetida, que residia em Espanha e permanecia lá a maior parte do tempo. Mesmo assim:

  • foi-me vendido e mantido um tarifário que não se adequava à minha situação;

  • fui levado a mudar de tarifário três vezes, sempre com a garantia de que “agora ficaria resolvido”;

  • nunca me foi apresentada, por escrito e de forma transparente, a consequência real da prevalência de roaming antes dessas alterações;

  • quando finalmente admitiram que o problema existia, devolveram-me cerca de 40€, para depois voltarem a cobrar valores da mesma origem;

  • a “solução” apresentada foi literalmente deslocar-me a Portugal para usar dados móveis e contrabalançar consumo, o que é absurda, impraticável e demonstra total falta de respeito pelo cliente.

Citar a PUR não apaga meses de informações ignoradas, decisões erradas e soluções falsas.
A PUR explica quando pode existir sobretarifa, não legitima:

  • manter um cliente num tarifário inadequado sabendo da sua residência;

  • empurrar alterações sucessivas como solução inexistente;

  • corrigir valores e depois reintroduzi-los;

  • avançar para cobrança coerciva sem resolver o problema de fundo.

Neste momento, o que está a acontecer não é aplicação correta de política alguma, é transferir para o cliente o custo da vossa incapacidade de gerir corretamente a situação.

Reforço: não reconheço a legitimidade destas cobranças e considero este processo mal conduzido desde o primeiro contacto. A insistência em avançar com cartas de cobrança, ignorando todo o histórico, apenas agrava a situação.

Aguardo uma resposta que trate dos factos concretos expostos e não apenas a repetição genérica da PUR.


ana_Paula
  • Master
  • January 20, 2026

Olá ​@diogoduarte 

Lamento a situação e espero que consiga resolver da melhor maneira.

As cobranças têm legitimidade, isso está previsto no que se chama Prevalência de Roaming, o que pode questionar é efetivamente a sugestão de alterar o tarifário.

A minha sugestão é comprar um cartão SIM em Espanha caso a utilização as comunicações com o cartão MEO/MOCHE em Espanha seja maior que a utilização em Portugal.


  • Autor
  • Rookie
  • January 21, 2026

Acrescento apenas que, durante esse período, utilizava dados móveis do meu número espanhol. Com o número MEO/MOCHE fazia apenas chamadas pontuais, que, mesmo em roaming, corresponderiam a cêntimos, nunca a valores elevados.

Além disso, o facto de a MEO ter devolvido cerca de 40€ após a minha primeira reclamação demonstra claramente que existiram erros na faturação. Se as cobranças fossem totalmente legítimas, essa devolução não teria acontecido.

O problema não é o conceito de roaming, mas sim má informação, aconselhamento incorreto e valores contraditórios, que continuam por esclarecer. Face à ausência de esclarecimentos consistentes e às sucessivas contradições nos valores apresentados, já apresentei reclamação formal no Livro de Reclamações, aguardando resposta nos prazos legais.